Estética e saúde mental: quando o espelho vira pressão

A relação das pessoas com a própria imagem nunca esteve tão exposta quanto na era das redes sociais. Filtros digitais, padrões estéticos irreais e a cultura da comparação constante têm impactado diretamente a autoestima e a saúde mental, transformando o espelho em um fator de cobrança e insatisfação. Diante desse cenário, cresce o alerta entre profissionais da saúde sobre a necessidade de alinhar procedimentos estéticos, como a harmonização facial, ao equilíbrio emocional e ao bem-estar psicológico.

Nos consultórios, essa mudança de comportamento já é evidente. Cada vez mais pacientes chegam influenciados por imagens editadas, tendências virais e expectativas irreais de transformação estética. Segundo especialistas, o desafio vai além da técnica e envolve escuta qualificada, orientação ética e responsabilidade profissional. “A estética não pode ser usada como solução para inseguranças emocionais profundas. Quando a motivação vem da pressão social ou da comparação excessiva, é fundamental orientar e, em muitos casos, recusar o procedimento”, explica a dentista especialista em harmonização facial, Dra. Eduarda Diógenes.

Estudos sobre saúde mental indicam que a exposição contínua a padrões inalcançáveis de beleza pode contribuir para ansiedade, baixa autoestima e distorção da autoimagem, especialmente entre jovens. Nesse contexto, a harmonização facial deve ter como objetivo preservar a identidade e promover equilíbrio, e não criar um novo rosto. Para a especialista, quando bem indicada, a estética pode fortalecer a autoconfiança, desde que parta de expectativas reais e maturidade emocional. O debate ganha ainda mais relevância à medida que o setor cresce, reforçando a importância de uma atuação ética, consciente e focada na saúde integral do paciente.

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