
O interesse pelo aprendizado em inteligência artificial é maior entre profissionais em posições de liderança do que entre aqueles em início de carreira. Pesquisa da DOT Digital Group, divulgada pela Exame, aponta que 49% das lideranças formais priorizam o desenvolvimento de competências em IA, diante de 23% dos iniciantes.
O estudo ouviu 1.088 profissionais de 154 empresas de grande porte, de diferentes regiões do Brasil. Os resultados chamam atenção para a necessidade de oferecer capacitação em tecnologia em diferentes etapas da carreira.
Para Eduardo Gomes de Matos, fundador da Gomes de Matos Consultoria e organizador do Fórum Novo Mercado, a procura está relacionada às responsabilidades de quem ocupa cargos de gestão. “Quanto mais alto o cargo, mais decisões passam pela sua mão. E é justamente na decisão, na estrutura e na responsabilidade que a IA está mexendo primeiro”, afirma, em material divulgado por sua assessoria.
O consultor relata que utiliza inteligência artificial diariamente em atividades como análise de dados e organização de ideias. “Experiência sozinha não segura mais a cadeira. Eu tenho 31 anos de experiência e uso IA todos os dias no meu trabalho. Se eu estou aprendendo, imagina quem está começando”, diz.
Na avaliação de Eduardo, o principal ganho está na combinação entre conhecimento do negócio e domínio das novas ferramentas. “A vantagem não está em ser jovem nem em ser experiente. Está em juntar as duas coisas: a bagagem que só o tempo dá com a ferramenta que acabou de chegar”, afirma.
O especialista também considera que a tecnologia pode reduzir o tempo gasto na busca e na organização de informações, permitindo que o gestor se concentre em questões que exigem sua experiência. “A IA acelerou decisões que antes levavam semanas. Ela não tira a responsabilidade do líder, mas ajuda a chegar mais rápido às informações e às possibilidades”, explica.
Para Eduardo Gomes de Matos, as empresas precisam incluir suas lideranças nas estratégias de capacitação, em vez de concentrar os treinamentos apenas nos profissionais mais jovens. A proposta é preparar gestores para incorporar as ferramentas às decisões e à condução dos negócios.
Com informações da assessoria e da Exame.