Nova NR-1 amplia responsabilidade das empresas sobre saúde mental no trabalho

A atualização da Ministério do Trabalho e Emprego na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) trouxe uma mudança importante nas regras de segurança e saúde no trabalho, ampliando o foco das empresas para incluir os riscos psicossociais. A partir da nova diretriz, fatores como estresse ocupacional, assédio moral, pressão excessiva, sobrecarga de tarefas e ambientes corporativos tóxicos passam a integrar oficialmente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), reforçando a importância da saúde mental no ambiente profissional.

Na prática, as organizações devem identificar, avaliar, registrar e adotar medidas preventivas para reduzir impactos emocionais e psicológicos nos colaboradores. O descumprimento pode resultar em multas, autos de infração, interdição de atividades e ações trabalhistas por danos morais. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o estresse relacionado ao trabalho gera perdas globais de cerca de US$ 1 trilhão por ano em produtividade. No Brasil, os transtornos mentais já estão entre as principais causas de afastamento registradas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Especialistas avaliam que a nova NR-1 representa uma mudança estrutural na gestão de pessoas e no compliance trabalhista, exigindo ações concretas como diagnósticos organizacionais, políticas de prevenção ao assédio, capacitação de lideranças, canais de escuta e monitoramento do clima organizacional. Empresas que se antecipam e estruturam programas de saúde mental corporativa não apenas reduzem riscos jurídicos e financeiros, mas também fortalecem a marca empregadora, aumentam a produtividade, melhoram o engajamento e ampliam a retenção de talentos em um mercado cada vez mais competitivo.

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