
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou os termos da renovação contratual do técnico Carlo Ancelotti, que comandará a Seleção Brasileira até a Copa do Mundo de 2030, sediada por Espanha, Portugal e Marroco. De acordo com o ESPN Brasil, o documento já foi enviado à equipe jurídica do italiano, e a assinatura é considerada mera formalidade. O acordo, verbalmente fechado em março em Orlando, garante estabilidade ao projeto iniciado em maio de 2025, quando Ancelotti deixou o Real Madrid para ser o primeiro estrangeiro em décadas no comando da Canarinho.
Estruturado em duas fases de dois anos cada — devido às restrições da lei trabalhista brasileira para contratos acima de 48 meses —, o pacto inicia após julho de 2026, fim do atual vínculo, e inclui renovação automática. Independentemente do desempenho na Copa de 2026 (Grupo C com Marrocos, Haiti e Escócia), a CBF aposta na continuidade. O presidente Samir Xaud reforçou o apoio em entrevista ao ESPN, enquanto Ancelotti brincou em coletiva no Rio: “Quando um casal quer continuar, não há problema”.
Ancelotti manterá salário anual de €10 milhões (cerca de R$5 milhões mensais), o maior da história para um treinador da Seleção. Seus auxiliares — Paul Clement, Francisco Mauri, preparador Mino Fulco e analista Simone Montanaro — ganham reajustes salariais. Aos 66 anos, o italiano, que descansa com a família em Vancouver, assinará digitalmente, sinalizando um ciclo ambicioso rumo ao hexa na próxima década.