
A perda de dentes continua sendo um dos principais problemas de saúde bucal no Brasil e ainda impacta milhões de adultos e idosos. Apesar dos avanços da odontologia moderna e da ampliação do acesso a tratamentos odontológicos, o edentulismo — condição caracterizada pela perda total dos dentes — permanece como um desafio para a saúde pública. Além de comprometer a estética do sorriso, a ausência dentária interfere diretamente na mastigação, na fala, na nutrição, na autoestima e na qualidade de vida. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil) revelam que, embora os índices tenham diminuído nas últimas décadas, milhões de brasileiros com mais de 50 anos ainda convivem com limitações causadas pela perda dentária. No Ceará, o cenário também preocupa e reflete um histórico de acesso insuficiente a ações preventivas e tratamentos reabilitadores.
De acordo com o cirurgião-dentista Dr. Ezemir Guimarães, os impactos vão muito além da aparência. “Perder os dentes não afeta apenas o sorriso. Afeta a forma como a pessoa se alimenta, se comunica e se relaciona com o mundo. Muitos pacientes passam anos evitando fotos, encontros e até refeições em família por vergonha ou insegurança. Quando devolvemos a função e a estética do sorriso, estamos devolvendo autoestima, saúde e qualidade de vida”, afirma. Especialistas alertam que a dificuldade para mastigar leva muitas pessoas a deixarem de consumir alimentos ricos em fibras, frutas e outros nutrientes essenciais, aumentando os riscos de problemas nutricionais, principalmente entre os idosos. Além disso, vergonha ao sorrir, dificuldade para falar e isolamento social estão entre as consequências emocionais mais frequentes relatadas pelos pacientes.
Os profissionais da odontologia também reforçam que perder os dentes não deve ser encarado como uma consequência natural do envelhecimento. Com o avanço de técnicas como implantes dentários, próteses de alta tecnologia e tratamentos de reabilitação oral, tornou-se possível recuperar a função mastigatória, a estética e a confiança dos pacientes. “O envelhecimento não deveria significar abrir mão da saúde bucal. Hoje temos recursos capazes de devolver não apenas os dentes, mas também a confiança, a autonomia e o prazer de viver plenamente”, destaca Dr. Ezemir Guimarães. Especialistas ressaltam que consultas regulares ao dentista, prevenção de doenças bucais, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo são fundamentais para preservar a saúde da boca e garantir um envelhecimento mais saudável, ativo e com melhor qualidade de vida.