
Resíduos de piche e cola estão entre as contaminações mais difíceis de remover da pintura automotiva, principalmente em veículos que circulam com frequência por obras viárias ou utilizam adesivos por longos períodos. Embora comuns, esses resíduos exigem cuidados específicos, já que tentativas inadequadas de limpeza podem causar riscos, manchas e danos permanentes ao verniz, comprometendo o brilho e a conservação do carro.
O piche costuma se concentrar nas partes mais baixas da carroceria, como laterais, para-lamas e caixas de roda, enquanto a cola de adesivos tende a endurecer com o tempo e não sai com lavagem comum. Segundo especialistas em estética automotiva, um dos erros mais frequentes é tentar remover essas incrustações por abrasão, o que aumenta o risco de micro riscos e desgaste da pintura. Para o químico e diretor técnico da Vonixx, Paulo Henrique Nobre, a solução correta passa pelo uso de produtos específicos. “Piche e cola devem ser removidos por ação química, não por força mecânica. Produtos adequados reduzem o risco de danos e preservam o verniz”, explica.
A orientação técnica é iniciar o processo com uma lavagem completa para eliminar partículas soltas e, em seguida, aplicar removedores próprios para piche e cola, facilitando a remoção com pano de microfibra e movimentos suaves. O uso de solventes domésticos ou produtos agressivos pode até gerar resultado imediato, mas compromete a proteção da pintura e reduz sua durabilidade. Após a limpeza, a aplicação de ceras ou selantes é indicada para restaurar a proteção, ajudar na manutenção e valorizar o veículo, reforçando a importância do cuidado correto na conservação automotiva.